quarta-feira, 8 de outubro de 2008

BUSH E O MUNDO

Pensamos que W. Bush queria acabar com os terroristas, o Afeganistão e o Iraque. Mas agora sabemos: Bush queria mesmo era acabar com o mundo. Desde os atentados às torres gêmeas e ao pentágono que W. Bush revelou-se um líder incapaz de lidar com as conseqüências daqueles atentados; enquanto tinha boa parte do mundo o apoiando, se solidarizando com os Estados Unidos, Bush, ao invés de aproveitar-se desta onda pró-EUA, fez justamente o contrário, começou a ver em cada estrangeiro, e mesmo em cada americano (em particular os habitantes estrangeiros, ou descendentes de estrangeiros) um inimigo em potencial.

Criou dificuldades diversas para a entrada de estrangeiros nos EUA, diminuindo o fluxo turístico para aquele país, ampliou dificuldades na relação com várias nações, entre elas Irã e Coréia do Norte e, com isso, ao invés da simpatia passou a aumentar o leque de inimigos dos Estados Unidos (que já não eram poucos até a época dos atentados). Por causa das invasões ao Iraque e Afeganistão, conquistou, "de quebra", o desafeto do povo muçulmano.

O cenário internacional para os EUA não poderia deixar de caminhar para o pior. Além do que, depois de anos interferindo nos regimes políticos da América Latina, o presidente dos Estados Unidos viu elegerem-se presidentes populistas, defensores radicais de seus povos e, alguns, anti-estadodinenses. Com esse cenário tão desfavorável, o país que terminou a segunda guerra como líder mundial passou a perder cada vez mais terreno junto à diplomacia internacional. Era mais do que previsível que além de afetar politicamente os EUA, acabaria também afetando-o economicamente, em suas exportações, no turismo, no fluxo de investimentos, etc.

W. Bush certamente sabia que as conseqüências para os EUA, quando começou essa verdadeira cruzada contra as nações, poderiam ser desastrosas. Essa crise das hipotecas, que se arrasta há um ano, foi, "apenas", um dos fatores da crise econômica. O estopim. Enquanto perdia terreno no mundo, e dinheiro para outros países, os EUA se comportavam como sempre se comportaram - uma bela atriz frente às câmeras (fazendo pose de que estava tudo bem), e como um milionário que, mesmo em risco de falência, continua gastando, gastando...

Isso por que os EUA sabiam que se a economia deles fosse à bancarrota iria levar também muitas economias mundias - e melhor naufragar acompanhado do que sozinho. Foi exatamente isso que os EUA deixaram acontecer. Com a sua moeda enfraquecida, deixaram a bolha explodir, por que enquanto as principais economias do mundo têm reservas para atenuar os efeitos da crise financeira, os emergentes ficam no dilema entre gastar as suas divisas para salvar a economia ou guardá-las, na esperança de que a crise passe, para voltar a investir na melhoria das condições sociais. Mais uma vez, o que o W. Bush quer é que os pobres paguem a conta.

Em poucas semanas o dólar subiu, o congresso americano aprovou medidas para reabilitar a economia e os EUA passaram a bola como naquela brincadeira de criança "lá vai a bola girar na roda..." para os outros continentes. Cada um que salve as suas economias, por que os EUA já mostraram que têm lenha para queimar e, mais uma vez, colocaram o mundo a seus pés. Se o mundo continuar a girar...

1 Comentários:

Às 10 de outubro de 2008 às 06:35 , Blogger Cainã Monteiro disse...

Essa atitude de Bush, só mostra o quanto a história se repete. É impossível não lembrar de Luis XVI, que enquanto via seu país cada vez mais miserável, pousava para a "publicidade" da época investindo todo capital francês financiando a independência norte-americana para enfraquecer a rival Inglaterra.
Naquela época, virou revolução, mas hoje, com a apatia generalizada, não acontece mais nada.
E os governantes continuam essa política: arriscar a economia de seus países em prol da guerra, do ataque aos inimigos.
Vamos observar os resultados na eleição que se aproxima, ou não.

 

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