terça-feira, 14 de outubro de 2008

A tempestade acabou...Será?

Diz o ditado que depois da tempestade vem sempre a bonança. Essa crise financeira, que parecia não ter fim, teve ontem um dia de calmaria, com bolsa em alta, dólar em queda, Europa e Ásia sinalizando pesadas ajudas aos bancos para revitalizar o sistema financeiro e as suas economias. Aqui no Brasil, o presidente também sinalizou a possibilidade de compra de ações de banco para melhorar o caos financeiro.
Nesse imbróglio que começou nos Estados Unidos e envolveu países dos vários continentes, a injeção de recursos financeiros parece ser uma alternativa viável. Na minha opinião, não vai debelar a crise, não se os EUA não se satisfizerem em viver com menos. Essa crise foi gerada pela desvalorização da moeda americana e conseqüente decréscimo no poder poder aquisitivo da população. O dólar subiu forte nas últimas semanas, depois que os EUA anunciou o seu pacote de ajuda ao sistema financeiro. E começou a cair quando outros países também anunciaram as medidas para salvar as suas economias. Assim, mais uma vez a balança se desequilibrou.
Os EUA devem ter notado que aquela punjança da economia americana não vai mais voltar, pelo menos não a curto prazo, porque pode acontecer alguma catástrofe no mundo financeiro global que leve novamente os EUA à liderança financeira global. E parece que essa catástrofe ainda não foi dessa vez, porque tanto as economias mais ricas quanto as emergentes se mostraram bastante preparadas para enfrentar um declínio na economia americana.
Quem não se mostrou preparado foi os Estados Unidos. A moeda norte-americana, que é a principal referência para os negócios internacionais, vai oscilar para baixo, na medida em que os mercados forem se recuperando, e, para cima, se a falta de credibilidade no sistema financeiro continuar. A crise mesmo só vai passar quando o dólar encontrar um patamar estável de acomodação, que não será tão alto como vinha sendo há décadas mas, talvez, não tão baixo quanto esteve, principalmente, neste último ano.
Resta saber se os EUA vão se conformar com a sua mudança de posição dentro do mercado global. Porque o bolo pode até ter crescido, com o crescimento global, mas cada dia há mais países com os quais dividir.

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