sábado, 1 de novembro de 2008

O fim de um império

Todo esse oba-oba em torno das eleições presidenciais é absolutamente inútil. A questão não é saber-se quem é melhor para os EUA e para o mundo. A questão é saber-se o que é menos pior para ambos. Leio numa página de notícias da internete que faliu o décimo-sétimo banco americano. Dezessete bancos faliram nos EUA nos últimos tempos! Fosse no Brasil e já estariam pedindo a cabeça de Lula.
A economia americana vai mal, vai muito mal, e nenhum democrata ou republicano vai resolver esse problema sem, simplesmente, dizer aos americanos: "Vamos nos contentar em ser menos ricos". Como nenhum dos dois vai fazer isso, a situação nos EUA tende a piorar mais. Para W. Bush, a solução para evitar uma crise econômica, após os atentados de 11 de setembro, foi invadir o Iraque e "seqüestrar" o seu petróleto. Tudo o que ele conseguiu, além de elevar o preço do petróleo a níveis estratosféricos, foi adiar a crise e, pior, torná-la de maior alcance.
A fase imperialista dos EUA está chegando ao fim. Muitos países que viviam sob o seu domínio, como alguns sul-americanos, estão adquirindo independência. Como os americanos, e o seu governo, irão enfrentar essa realidade? Eis, aí, a questão. Pode ser que essa crise financeira, que sacudiu as economias dos cinco continentes, seja apenas "fichinha" diante do que está por vir. Mas o mundo, certamente, ainda espera que promessas de campanha, como a de 100 anos de guerra no Iraque (do candidato republicano), ou de mudar os EUA e o mundo (do democrata) sejam apenas delírios de campanha.

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