terça-feira, 11 de novembro de 2008

Chega de baixaria!

Pesquisas mostram uma mudança da audiência da televisão em direção ao computador. O advento da TV a cabo, com assinatura paga, transformou a programação da TV aberta em algo quase inaproveitável. Bem, a TV a cabo também tem uma programação muito questionável, principalmente pela repetição exagerada de filmes, mas, devido ao grande número de canais, ainda se pode assistir a um ou outro filme inédito, um ou outro programa de qualidade.
Para aqueles que não podem pagar, a TV aberta passou a ser dedicada. E, fugindo-se à máxima do carnavalesco Joãozinho Trinta que dizia que "pobre gosta de luxo, quem gosta de pobreza é intelectual", os canais grtatuitos passaram a exibir uma programação de baixíssima qualidade, principalmente em relação às novelas, sempre uma preferência da audiência.
Pois foi uma grata surpresa a estréia do CQC, este ano, na Band. Um programa que surgiu na Argentina, mas que já ganhou versões em vários países do mundo. O CQC estreou mostrando que é possível congregar inteligência com audiência. Humor refinado, entrevistas inusitadas, quadros criativos, rapidamente ganharam o gosto do público. E dos anunciantes.
Porém o CQC queria mais e, nos últimos programas, começou a apelar para um pouco de baixaria, colocando mulheres com a ala de frente bem avantajada e muitas piadas de cunho sexual. Esperamos que seja apenas uma medida temporária. Que o programa siga o seu caminho sem precisar de apelações. Pois, se ganha um público adepto de baixarias, perde aqueles que, finalmente, encontraram um programa instigante, digno de ser visto até o seu final.

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