Às favas com a Paralela
No horário político eleitoral na disputa para a prefeitura de Salvador se discutiu, e ainda se discute, a destinação, e a destruição, da avenida Paralela - aliás, chama-se avenida Luís Viana Filho, mas ACM, indicado para prefeito pelo então governador Luís Viana Filho, nunca deixou o nome ser usado. A indicação não evitou que Luís Viana figurasse entre os desafestos do ex-senador baiano. E o que há ainda para se discutir sobre a Paralela? A avenida já está com a sua Mata Atlântica quase toda destruída!
Há prédios dos mais diversos no local: faculdades, supermercados, condomínios, concessionárias de veículos. A avenida Luís Viana Filho caminha para ser mais um ponto da imensa favela em que se transformou Salvador, ocupada desordenadamente, sem qualquer cuidado com a qualidade de vida das pessoas, sem qualquer preocupação com o ambiente (ou meio-ambiente) em que vão viver.
Ah, sim, decerto o IBAMA também não viu a destruição que ali se faz. Os ficais do órgão nem sabiam da obra na avenida centenário...Apesar dela ter coberto um rio (pelo Código Florestal, rios são considerados área de preservação permanente). Se não viram uma obra em pleno coração da cidade, imaginem numa avenida "tão pouco" movimentada como a Luís Viana Filho.
Um amigo (sempre eles...) disse-me que o meu blog é muito de esquerda. Olhe, Cristiano, dou o meu braço a torcer, em termos de voracidade destrutiva a esquerda consegue ser muito mais violenta que a direita (aliás, com essas alianças das campanhas eleitorais brasileiras fica muito difícil saber-se o que é direita ou esquerda).
Achava, e ainda acho, que o capitalismo é um sistema cruel, que vai acabar destruindo o mundo. Meu irmão Eduardo alerta-me que a antiga Alemanha Oriental, que pertencia ao bloco comunista, destruía muito mais o meio-ambiente com as suas fábricas poluidoras que a Ocidental e, atualmente ,na China há blocos de névoa cinzenta encobrindo o céu.
Estamos completamente perdidos. Como diria John Lennon, em outro contexto, sob outras aspirações, "o sonho acabou". Não há sistema político ou econômico que livre o mundo da sua progressiva destruição.
O comunismo errou por considerar que todas as pessoas são iguais (algumas religiões também pensam assim). Todas as pessoas são diferentes, e "Vive la différance". O capitalismo também vai pelo mesmo caminho: todo mundo tem que ter um celular, estar plugado à internete, ter um carro com ar-condicionado, um aparelho de DVD, MP-3, etc,etc,etc. E vai-se destruindo o meio-ambiente, pois toda a matéria-prima para esse monte de entulho sai da terra, e vai-se produzindo muito lixo, pois as atualizações eletrônicas são tão rápidas que logo é preciso trocar de objeto antes que ele fique obsoleto.
Ideologia, eu quero uma pra viver. Cazuza... sempre tão pertinente!

1 Comentários:
Acho que você tocou no ponto certo: no Brasil da contemporaneidade, é difícil saber o que é esquerda e o que é direita, pois no fundo já virou tudo uma questão de alianças e palhaçadas.
As pessoas torcem pra esquerda ou torcem pra direita, como torceriam para o Bahia e para o Vitória. Não é uma questão de lógica, e sim um motivo pra tomar cerveja.
Exemplo disto é o largo de Dinha nos dias de eleição. Fica lotado de pessoas com bandeiras vermelhas, números treze pintados na cara (tal como os fãs de Xuxa faziam) e bebendo todos os tipos de álcool possíveis, desde vinho são jorge à caninha da roça, enquanto gritam e comemoram a vitória do 13.
É ou não é um Ba X Vi?
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