terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Para não falar de baianos

O meu amigo Cristiano gosta de ler o meu blog. Também gosto do blog dele. Ainda vou aprender a indicá-lo para quem acessa o meu. Cristiano tem uma queixa dos meus escritos, diz que eu falo muito dos baianos. Hehehe. Queria que falasse dos coreanos? (falo de chineses, eles estão na moda). Pois em homenagem a Cristiano não vou falar de baiano, vou falar de carioca: do governador Wagner.
Hehehe.
E só para que Cristiano tenha do que se queixar, vou falar também de baiano: do ministro Geddel Vieira Lima. Fazendo o estilo do meu amigo, não agüento mais o tanto que a imprensa baiana escreve sobre os dois.
Quase não leio jornais e revistas impressos. Informo-me através da televisão e da internete. Os blogs locais falam dos dois diariamente. Além dos sites dos jornais baianos. Eleição no Brasil é uma coisa engraçada. Basta acabar uma para já se pensar na outra. Faltam ainda dois anos para Lula deixar o governo e desde que ele se elegeu, em 2006, já estavam pensando em 2010.
Sou avessa a rótulos, portanto não me considero lulista, petista, esquerdista, ou qualquer coisa assim; o que sinto é um calafrio quando penso em Lula deixando o governo. Parodiando a frase principal da sua campanha pela reeleição, em 2006: "Deixa o homem ficar!". É incrível: desde que o país se redemocratizou, nenhum eleito cumpriu a duração constitucional de seu mandato. Sarney ampliou-o em um ano (para deixar o país com uma inflação de 80% ao mês. Quando conto isso a um adolescente ele pensa que é piada. E não é que era mesmo? Sarney adora uma piada: coogita em voltar à presidência do senado).
Fernando Collor foi expulso do Palácio do Planalto por um movimento popular e não completou o mandato. Itamar Franco o substituiu e não pleiteou nenhuma prorrogação (também, não havia sido eleito, era vice). Se soubesse que o tal Plano Real iria funcionar, teria pleiteado. Parece que, ou ele e sua equipe o fizeram com objetivo eleitoreiro (como os vários planos econômicos lançados antes), ou alguém o enganou, dizendo que era, se elegeu, depois levou o plano adiante, porque nunca foi eleitoreiro.
FHC mal entrou no governo já foi dizendo que quatro anos eram insuficientes e conseguiu aprovar a reeleição. Ficou oito, quase chegou a privatizar a calçada de Copacabana, quebrou o Brasil algumas vezes, promoveu o apagão energético, mas com a ajuda de Armínio Fraga, e muito empréstimo no exterior, manteve a moeda brasileira parelha às grandes moedas internacionais, acabando com o fantasma da hiperinflação. Poderia ter sido um grande presidente, pensou mais no poder do que no povo.
Aí veio Lula - mesmo contra a reeleição, se reelegeu (e por enquanto está cumprindo o mandato previsto em lei). É o único dos presidentes pós-ditadura a começar o governo com uma popularidade, um índice de aprovação, menores do que depois de governar. Lula gosta do poder, porém não se esquece do povo. Podia transformar o Brasil - será que uma andorinha só faz verão?
Seu governo investe pouco em educação e não consegue acelerar a distribuição de renda, apesar do PIB brasileiro crescer em níveis históricos. Talvez faça o sucessor. Aqui na Bahia temos o exemplo daquele que vai fazendo e fazendo e fazendo o sucessor. Até que a bola bate na trave. Quem for o sucessor de Lula não será Lula. Pode ser que seja melhor do que Lula... Eu, se ele fosse fundo na educação e na distribuição de renda, lhe dava mais uns oito anos.
Falei de Lula (que é pernambucano), de FHC (paulista), Sarney (maranhense), Collor (alagoano) e....de um baiano, Itamar Franco. Ele nega, finge que é mineiro. Acabei quase não falando de Geddel e Wagner. Também, quem agüenta? Por que nenhum dos dois nasceu lá no interior de Pernambuco? Com Wagner fico que nem a torcida do Bahia, fazendo uma força, uma corrente para que ele suba para a Primeira Divisão. É calmo, é sereno, não se mete em baixarias, mas podia fazer uma grande realização e correr pra galera (não me convenceu fazer um complexo Dois de Julho; parece falta de raça em devolver o nome histórico, ao povo baiano, do aeroporto). Tudo bem, faltam dois anos, a torcida espera.
E Geddel? O fogo comendo na Chapada, e mais de um mês depois o ministro anuncia, com grande alarde, que enviou brigadas para o local. Será que conseguiu apagar algum rio? E ainda tem plástico oposicionista colado em carros chamando o outro de wagareza.
Façam-me o favor, vão fazer um estágio lá pelas bandas de Garanhuns!

4 Comentários:

Às 10 de dezembro de 2008 às 04:19 , Blogger Unknown disse...

Ana, vou te ensinar a indicar o meu blog!! Veja lá lo meu que você está na minha de favoritos. Quanto a só falar de baianos, poxa coitados dos baianos...
Abraços

 
Às 10 de dezembro de 2008 às 05:49 , Blogger Cainã Monteiro disse...

Quando você diz que "Lula era contra a reeleição mas se reelegeu" é um elogio????

Porque pra mim, essa atitude dele soa bem negativa...

 
Às 10 de dezembro de 2008 às 19:05 , Blogger Ana Teresa Baptista disse...

É, Cris, já mexi em tudo para descobrir como se indica um blog, não consegui, por isso ainda não indiquei o seu.

 
Às 10 de dezembro de 2008 às 19:09 , Blogger Ana Teresa Baptista disse...

Não, Cainã, não é um elogio. É que, pelo menos, ele cumpriu a norma: nem aumentou, nem diminuiu o mandato. Cumpriu o que estava previsto.

 

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