É só para dar um Oi
O ex-presidente FHC não se eternizou, pelo menos em minha vida, apenas ao entrar para a história como dirigente máximo do Brasil. Lembro-me dele cada vez que preciso fazer uma ligação telefônica. Antes das irresponsáveis privatizações iniciadas por Collor de Mello e prosseguidas por FHC, falar ao telefone era uma delícia. A Telebahia, empresa estatal, era eficiente, ganhava muitos prêmios pelos seus investimentos tecnológicos, tinha tarifas bem em conta para os usuários, além de prestar serviços de reparo gratuitos.
FHC disse que era preciso privatizar, pois o país estava falido (e ele continuou falindo o país por, pelo menos, uma três vezes). A privatização, além de todas as denúncias já feitas, transferiu um monopólio estatal para um monopólio da iniciativa privada. Enquanto estatal, o monopólio visava mais o serviço que o lucro. É verdade que as linhas telefônicas eram caras e difíceis de serem encontradas. O consumidor, porém, podia falar ao telefone.
No monopólio privado, todo mundo pode ter uma linha telefônica, mas o consumidor é tratado de maneira deselegante. A Oi, empresa que substituiu a Telemar (campeã de reclamações junto ao Procon) comete tantos abusos que ainda não sei como continua sendo prestadora de um serviço tão importante.
Já fui vítima de muitos abusos da companhia: cobrou-me um aluguel de modem para a instalação da velox, além do tempo permitido em lei (quando reclamei, suspenderam a cobrança, mas se recusaram a devolver o dinheiro cobrado indevidamente); pela velox, que custa cerca de R$ 82,oo estavam me cobrando mais R$ 5,00 (notei o problema; dessa vez, me devolveram o dinheiro); fiz um contrato de Oi Conta Total, no contrato não havia nenhuma cláusula de majoração do serviço, foi aumentado; pedi informações sobre a velocidade do velox, só me deram as duas maiores velocidades, omitiram a de menor rapidez e, conseqüentemente, menor custo.
Se for citar todos os problemas e números de protocolos que já abri na Oi, escrevo um livro. Meu estômago fica revirado, cada vez que tenho de fazer uma reclamação à empresa; cada atendente dá uma informação diferente e é muito difícil a reclamação ser atendida.
Somente agora, depois de vários anos da privatização, outras companhias estão chegando competitivamente ao mercado, o que abre a possibilidade do consumidor poder escolher. Os preços, estratosféricos, talvez não mudem, é só olhar os preços de minuto da telefonia móvel, iguais entre si (apenas os planos é que mudam); pelo menos, com uma maior competitividade, talvez o atendimento seja mais afável e os abusos contra o consumidor diminuam. É como diz Júnior, investidor contumaz da bolsa de valores, com os preços da telefonia, telefone hoje é "só para dar um oi".

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