Simpatia, sem terror
Barack Obama fica realmente bem mais simpático quando anuncia os seus assessores, quando os coloca para trabalhar num plano de criação de mais de 2 milhões de emprego nos EUA, quando preenche o vazio de liderança deixado por W. Bush, do que quando anuncia que vai caçar terrorista.
Ninguém é a favor do terrorismo. Boa parte dos países do mundo sofre com os seus atentados, na Europa, no Oriente Médio, na Ásia, muitos países vivem em sobressalto. A diferença é que na história recente da humanidade nunca se viu um país invadir duas nações soberanas sob a justificativa de caçar um terrorista. É algo absurdo até mesmo para a história, que é recheada de capítulos absurdos, como a Inquisição e o Holocausto.
Na década de 90, Carlos, o Chacal, o terrorista mais procurado da época, um venezuelano, foi preso e condenado pelo governo francês, vinte anos depois de seu primeiro atentado, sem que nenhum país tenha sido invadido por isso, muito menos a Venezuela.
Obama é querido por quase todo o mundo. Ele representa um sopro de esperança numa nação que se transformou numa das maiores líderes mundiais, mas cuja política externa vinha se tornando um verdadeiro desastre. Retaliações a nações muçulmanas, ameaças à Coréia do Norte, bloqueio econômico a Cuba, intervenções nos governos e políticas econômicas da América do Sul, tudo isso foi mudando a face dos EUA, que teve como ápice a invasão do Iraque, quando o país de Tio Sam passou de herói a vilão.
O novo presidente americano tem muito trabalho a fazer e, pela forma como se apresenta, parece ser um homem bem menos arrogante do que os que já ocuparam a Casa Branca. Então, poderia fincar os pés "na real" e deixar esse discurso de caça-terrorista. Mesmo porque, enquanto W. Bush procurava terroristas no Afeganistão e Iraque, eles estavam bem mais pertinho de casa, ali mesmo, em Wall Street. A bomba que detonaram foi tão poderosa quanto os aviões que atacaram o pentágono e as Torres Gêmeas.

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