A especulação e o axé
No início da música axé, surgiu uma avalanche de grupos e de artistas-solo aproveitando o bom momento da música baiana. Mas, muita gente sabia, que só alguns iam mesmo permanecer. Pouco a pouco os grupos, e os artistas, foram diminuindo e até o responsável pelo "boom" da música baiana, Luiz Caldas, ficou ameaçado de desaparecer.
A força do Carnaval renovou a música e, enquanto alguns artistas iam desaparecendo, outros surgiam. Assim, me parece, vai acontecer na bolsa de valores. Nos últimos cinco anos, ela saiu dos 7 mil pontos para 73 mil pontos (os pontos medem a valorização das suas ações). Muitas empresas, sem qualquer estrutura, aproveitaram o bom momento para abrir o seu capital.
É claro que essa super valorização não ia durar para sempre, com crise ou sem crise. Mas, vai ser como na música axé, as boas empresas vão permanecer, as que foram à bolsa na aventura especulativa, vão ser compradas por empresas maiores ou vão novamente fechar o seu capital (algumas já estão começando a fazê-lo, recomprando as ações).
A bolsa deverá se tornar mais "enxuta" e, dessa maneira, com boas possibilidades das ações de companhias maiores, com bons fundamentos, voltar a se valorizar. E, é claro, de surgirem novas companhias, com boas perspectivas de mercado, para ocupar o lugar daquelas que não decolaram.
Não importa se no exterior os países vão ou não entrar em recessão. O que importa é que ao manter em seus quadros companhias com solidez no mercado a bolsa brasileira vai voltar a se tornar atrativa (é a que teve maior valorização nestes últimos anos). Por enquanto, há muito cascalho misturado ao ouro.

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