Fantasia e realidade
No Brasil, vive-se em dois mundos. Um, o mundo da imprensa. Outro, o da realidade. Nesses meses de quebradeira nos Estados Unidos, que acabou se alastrando por muitos países do mundo, só se fala em crise, desemprego, desespero. Às vésperas do Natal e do Ano Novo, estive no Centro da Cidade (avenida Sete e Baixa dos Sapateiros) e na região do Iguatemi e do Rio Vermelho. Nunca vi tanta gente comprando, gastando. Nos supermercados, carrinhos cheios; nas lojas, muita gente.
O comércio registrou, oficialmente, um aumento nas vendas. Cheguei a comentar com uma balconista que não conseguia enxergar a crise, que ela deveria estar acontecendo lá pelas bandas da Austrália. Nos jornais, nas TVs, na internete, só se fala dos números desfavoráveis da economia. É diminuição da balança comercial, desemprego, projeção de um menor crescimento econômico.
A imprensa diz o que quer. Alastra o pânico. Mesmo assim, na realidade o que se vê é uma melhoria considerável no nível de vida das pessoas menos favorecidas. São elas que estão sustentando a nossa economia, estão comprando tudo o que na vida não tiveram a oportunidade de comprar, e impulsionando essa crise, tão ameçada pelos jornais, para longe.
O governo Lula melhorou a vida das pessoas de alto poder aquisitivo e de baixo poder aquisitivo. Precisa se lembrar da classe média, que não tem o mesmo suporte financeiro dado pelos banqueiros (e pelo próprio governo), aos empresário e pessoas de alto poder aquisitivo. E também não dispõe dos incentivos que o mesmo governo oferece às pessoas de baixa renda.
Em Salvador, por exemplo, quem mora na Barra, Ondina e outros bairros considerados de alto poder aquisitvo (já foi o tempo que era assim) paga 80% do que consome em água como taxa de esgoto. Quem mora no Rio Vermelho, paga 40%. Isso porque no Rio Vermelho existem locais que devem ser invasões, com pessoas amontoadas em casas. Essas pessoas pagam menos. Mesmo morando num bairro de boa infra-estrutura.
Em relação à luz, quem vive em bairros como Itinga, com todos os eletrodomésticos possíveis, chega a pagar R$ 20,00. Essa pessoa, morando na Federação, paga mais de R$ 100,00. Há ainda o bolsa-família, o vale-gás, IPTU mais barato. A classe média é quem, como sempre (e no governo Lula não é diferente), arca com a conta dos empréstimos aos empresários e dos incentivos às classe menos favorecidas. Há pessoas tendo que entregar as suas casas por não terem mais condições de pagar essa conta.

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