Inacreditável. O melhor venceu!
É isso mesmo, venceu o melhor e pela primeira vez não me aborreci num programa de votação popular. Rafael Barreto foi o grande vencedor de "Ídolos", exibido pela Rede Record. Fosse um concurso de melhor voz, Rafael Bernardo mereceria ganhar. Um ídolo vai além da voz. Bernardo tem uma voz potente, coloca a alma em cada interpretação. Barreto, de voz doce e olhar tranqüilo, se movimenta melhor no palco, conquista a platéia com cada gesto, é afinado e escolheu bem o repertório durante todas as semanas de competição - só errou quando cantou "Olhar 43", do RPM; o rock não é a sua praia, se enrolou na letra.
O caminho do estrelato não é fácil. Nem ganhar um programa com 30 mil inscritos. Para se tornar um ídolo é preciso mais do que uma gravadora e uma emissora por trás apoiando. É preciso disciplina, selecionar um repertório - que terá muitas música inéditas -, firmar um estilo. É estrada complicada, porém se, em algum dos programas dessa linha e até de calouros, apareceu alguém com condições para galgar a fama, esse alguém foi Rafael Barreto.
Felizmente não perdi meu tempo à tôa. "Ídolos" teve uma excelente qualidade musical. Foi um trabalho sério, honesto, bem executado e, surpreendentemente, muito bem conduzido pelo ator/cantor Rodrigo Faro, uma nova revelação como apresentador. Nada disso adiantaria se, no final, não vencesse o melhor. Ufa. Venceu! Pena que acabou.

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